Tipografia e lettering: o que é cada um e quais as principais diferenças

Tipografia e lettering: o que é cada um e quais as principais diferenças

Tipografia e lettering: é tudo a mesma coisa ou existe diferença? Este é um tema bastante comum e também alvo de grandes dúvidas, principalmente para quem está começando. Tipografia e lettering compartilham dos mesmos conceitos, porém tratam-se de disciplinas completamente diferentes.

Continue a leitura que a seguir vamos explicar detalhadamente o significado de cada uma.

Tipografia e lettering principais diferenças

 

O que é Tipografia?

Sem dúvidas, a tipografia é umas das principais áreas do design gráfico, sendo a sua utilização um tema de grande abrangência. A tipografia nada mais é do que o estudo, aplicação e criação dos caracteres, formatos, estilos e arranjos visuais das palavras.

Dominar os conceitos e aplicações é crucial para criação de peças de design que possuem caráter textual informativo.

Na terminologia correta, tipografia é a impressão dos tipos, ou como melhor conhecemos as fontes. No entanto, como atualmente grande parte da escrita é feita por meios digitais, esse significado acabou caindo em desuso. Hoje, ele passou a compreender todo estudo, aplicação e criação dos caracteres, formatos, estilos e arranjos visuais das palavras.

É muito importante que os tipos sejam trabalhados de maneira adequada à mensagem que você deseja transmitir. Para isso, o estudo do público e do segmento da empresa são fundamentais para aplicação de uma tipografia coerente com o negócio.

Por exemplo, uma fonte do estilo script, geralmente é vista como formal e transmite sensação de requinte e sofisticação. É comum encontrar esses tipos de fontes em convites de casamento, logos de boutiques, restaurantes chiques, entre outros. O cuidado que deve ser tomado com este tipo de fonte é a legibilidade, uma vez que, se pequenas podem prejudicar a leitura.

Outro detalhe é sempre procurar manter o equilíbrio com os demais elementos gráficos do layout. Assim, a peça transmitirá boa legibilidade à peça de design, afinal, a mensagem precisa ser lida de modo natural e sem dificuldades.

Neste ponto, a escolha de fontes, contraste de cores, estilos, entre outras técnicas, são fundamentais para garantir que a tipografia utilizada tenha harmonia e possibilite uma leitura confortável.

Como as fontes são classificadas?

Grande parte das fontes se encaixam em uma das quatro classificações primárias de estilo, sendo elas, com serifa, sem serifa, script e dingbat.

As fontes serifadas são mais indicadas para materiais impressos, como por exemplo, livros e revistas. Isso porque, as serifas transmitem sensação de continuidade e não geram tanto cansaço visual.

Já as fontes sem serifa são mais utilizadas em chamadas, enquanto que as fontes scripts possuem caráter mais decorativo e são comumente utilizadas em títulos, capas e logotipos.

É importante lembrar que cada família tipográfica comporta diferentes variações: thin, light, regular, medium, bold, black e extra bold (todas com variações em itálico).

E lettering? O que é?

Claramente, o lettering possui semelhança com a tipografia. No entanto, o que os diferenciam é que o lettering não utiliza tipos – fontes pré fabricadas, e sim, combina letras especialmente trabalhadas para uma única utilização e finalidade.

Podemos defini-lo como a arte de desenhar letras, unificando um trabalho de ilustração, design e escrita.

Suas principais ferramentas são o lápis, canetas, canetinhas, entre outros. No entanto, há também quem prefira desenhá-los direto no computador com auxílio de mesas digitalizadoras.

O lettering também se difere da caligrafia, que trata-se de uma técnica muito utilizada em convites de casamento, por exemplo. Enquanto o lettering tem um estilo mais desenhado, a caligrafia já busca a perfeição técnica e traços clássicos da escrita.

Se você tem vontade de começar a se aventurar na arte de desenhar letras, pesquisar por referências é algo bastante enriquecedor na prática do lettering. Não estamos falando aqui em copiar, e sim, combinar referências e criar o seu próprio estilo.

 

Gostou das dicas? Acompanhe nosso blog e leia mais conteúdos interessantes!

 

Fonte: revendakwg.com.br (texto adaptado)

Deixe um comentário