Qual a resolução de impressão ideal para cada caso?

Qual a resolução de impressão ideal para cada caso?

Com a evolução da tecnologia, os equipamentos de saída conseguem produzir materiais gráficos com cada vez mais qualidade. No entanto, a definição de DPI (sigla em inglês para Pontos Por Polegada) ainda não é conhecida por muita gente. Você, por exemplo, sabe qual é a resolução de impressão ideal para cada projeto?

Esse é um aspecto muito importante na hora de encomendar uma triagem junto à gráfica. Não é incomum confundir a resolução com o tamanho de imagem ou, ainda, com o formato de arquivo — esses pequenos equívocos podem comprometer a qualidade final da impressão e, consequentemente, seu marketing promocional.

Por isso, acompanhe este texto e entenda tudo sobre o assunto para nunca mais errar!

Qual é a relação entre resolução e tamanho de imagem?

Provavelmente, o conceito de tamanho de imagem á familiar para você. Por meio de qualquer programa de edição, é possível alterar as dimensões de uma figura. O tamanho nada mais é do que a medida da largura e da altura do arquivo. Então, para conseguir uma boa impressão, quanto maior, melhor, certo?

Errado! Já ouviu o velho ditado de que tamanho não é documento? Pois é, o tamanho de imagem tem muito pouco a ver com a qualidade da impressão. O que vai definir a resolução é a medida de DPI (Dots Per Inch, ou Pontos Por Polegada).

Esse conceito se trata da quantidade de pontos impressos existentes dentro de uma polegada, o que equivale a um espaço de 2,54 cm². Quanto mais pontinhos formarem uma imagem, mais você poderá aumentar seu tamanho sem comprometer a legibilidade do arquivo.

É como se a imagem — seja de uma figura, seja de um texto — fosse dividida em várias pequenas partes dispostas uma ao lado da outra, inclusive as áreas brancas. A quantidade de frações equivale proporcionalmente à precisão da representação visual.

Hoje em dia, consideramos que uma imagem de alta qualidade é aquela com no mínimo 200 DPI, mas normalmente as gráficas solicitam arquivos com 300 DPI. Também é essa última medida que geralmente vem padronizada nas impressoras.

Por que é importante entender sobre impressão e formato de arquivo?

Outra questão importante é a escolha do formato de arquivo. A depender do tipo de trabalho que você for imprimir, precisará de mais do que 300 DPI. A impressão de uma fotografia em cores, por exemplo, precisa de pelo menos 600 DPI para não ter nuances de tons comprometidas.

No entanto, essa resolução acaba deixando o arquivo bastante pesado. Qual é a solução, então? Se você respondeu “compactar”, sentimos dizer que está errado! Os arquivos compactados, como o famoso JPEG, prejudicam completamente a qualidade do arquivo.

Afinal, para deixá-lo leve, a quantidade de DPIs é bastante reduzida, por isso, JPEG ou PNG não costumam ser aceitos em boas gráficas. Veja um resumo dos formatos de arquivo e sua capacidade de resolução:

  • JPEG (Joint Photographic Experts Group): ideal para imagens de baixa ou média resolução. Apesar de conseguir manter o arquivo em alta resolução, toda vez que é editado, perde em qualidade. Por isso, o ideal é utilizar esse formato somente após terminar todas as edições — ainda assim haverá perda de resolução;
  • EPS (Encapsulated PostScript): esse formato suporta altas qualidades, mas acaba ficando um pouco pesado. Além disso, em vez de definir a resolução em DPI, ele usa uma linguagem de descrição de páginas que só pode ser lida por dispositivos de saída (como as impressoras) e não por programas de editoração;
  • TIFF (Tagged Image File Format): é o formato ideal para trabalhos de impressão gráfica, pois consegue armazenar toda a qualidade de resolução sem compactar o arquivo. Ele é indicado principalmente para impressão de imagens, como figuras ou fotografias, pois suporta várias camadas e consegue reproduzir mais detalhes;

Outra alternativa vantajosa é o formato PDF (Portable Document Format), que serve tanto para arquivos de texto quanto de imagens, embora não seja muito utilizado nesse segundo caso. No entanto, preste atenção no seguinte detalhe: a maioria das gráficas exige que o PDF seja convertido em curvas.

Isso garante que as letras se transformem em desenhos vetoriais e, dessa forma, possam ser impressas sem que haja distorção no formato do texto. Mas lembre-se de que o arquivo convertido em curvas não pode mais ser alterado, portanto, convém manter a versão editável.

Enfim, qual é a resolução ideal para cada tipo de projeto?

Agora que você já sabe que a resolução de impressão é muito mais importante do que o tamanho da imagem e, para completar, aprendeu um pouco mais sobre os formatos de arquivo, confira qual é a medida de DPI ideal para o seu projeto:

  • 150 DPI: é suficiente para visualização legível de textos em tamanho reduzido, mas compromete a qualidade de imagens. Por isso, é bastante utilizada por jornais ou materiais gráficos para uso pessoal ou não oficial;
  • 300 DPI: se o objetivo é conseguir uma impressão digital profissional, essa é a resolução mais indicada para documentos de texto, como folders ou cartões. No entanto, se o seu projeto inclui imagens com muitos detalhes, a resolução da figura pode ficar comprometida;
  • 600 DPI: para materiais com desenhos mais complexos ou fotografias, a resolução de 600 DPI deve ser suficiente para impressão em alta qualidade, mesmo se houver a necessidade de produzir o trabalho em tamanhos maiores;
  • 1.200 DPI: essa resolução é capaz de garantir imagens com excelente qualidade, por isso, é mais utilizada para impressão de fotografias com maior nível de detalhes e complexidade de cores na produção gráfica;
  • acima de 1.200 DPI: para impressão de fotografias profissionais em altíssima resolução, pode ser utilizado um arquivo com mais que 1.200 DPI. O resultado é uma excelente nitidez, coloração e definição.

A resolução de impressão digital não é nenhum bicho de sete cabeças, não é mesmo? O mais indicado é sempre entrar em contato com a gráfica para entregar o seu material dentro dos parâmetros ideais. Na BGD, por exemplo, os arquivos não podem vir fora do tamanho, em JPG e PNG ou, se for PDF, sem conversão para curvas.

 

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Fonte: bgd.com.br

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